Cidadania

Finlândia passa a oferecer casas às pessoas em situação de rua e hoje apenas 0,08% da população é considerada sem-teto

2021-05-03

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Finlândia passa a oferecer casas às pessoas em situação de rua e hoje apenas 0,08% da população é considerada sem-teto

Considerado o país mais feliz do mundo pelo quarto ano consecutivo, a Finlândia é pioneira em uma série de programas sociais que visam diminuir a disparidade social entre as pessoas. Atualmente cerca de 2% da população mundial é considerada desabrigada, mas o país nórdico vem fazendo a sua parte desde 2008, quando lançou um programa do governo que distribui casas às pessoas em situação de rua. 13 anos depois, hoje o país se orgulha em dizer que apenas 0,08% da população é considerada sem-teto.

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Foto: Eric Fischer

Graças ao Housing First Policy – Política de Habitação em Primeiro Lugar, a Finlândia é o único país da Europa onde o número de desabrigados está diminuindo. Desde 2008, quando o programa foi adotado, a falta de moradia diminuiu cerca de 40%,  que significa que no final de 2020 apenas 4 341 pessoas foram relatadas como desabrigadas.

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Foto: Y-Foundation

Antes de 2008, o governo finlandês tentou resolver o problema oferecendo abrigos de curta duração, mas isso não ajudou com a falta de moradia de longo prazo. Essas pessoas não conseguiam encontrar empregos porque precisavam de uma residência permanente, mas não podiam pagar o aluguel porque não tinham empregos e não estavam ganhando dinheiro, em outras palavras: viviam em um círculo vicioso. E foi então que o governo lançou uma iniciativa inovadora, que tem dado certo e servido de exemplo a outros países.

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Foto: Mundus Gregorius

Para a nação, não importa o quanto uma pessoa fique sem-teto, ela receberá uma casa e apoio para que possa permanecer lá e reconstruir sua vida. Por isso não há requisitos que uma pessoa precise cumprir para ter direito a uma residência. A ideologia por trás da Housing First Policy é que, para enfrentar os problemas que uma pessoa pode ter e que a colocam em risco de ficar sem teto, ela precisa de uma moradia estável. E os números falam por si: se em 1987 cerca de 19.000 moravam nas ruas, hoje são 4.341 em um período de crise mundial, do qual este número tem aumentado no mundo inteiro.

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Foto: Timo Newton-Syms

Uma vez com um lar, estas pessoas recebem apoio na reconstrução de sua vida. Como muitas delas possuem problemas mentais, o governo também oferece tratamentos médicos, o que também garante o sucesso do programa, já que 4 em cada 5 pessoas afetadas voltam a ter uma vida estável.

 

Fotos: Créditos nas fotos
Foto de destaque: Unsplash

 

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