Sustentabilidade

Startup constrói casas populares feitas de lixo plástico em apenas 7 dias

2021-01-19

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Startup constrói casas populares feitas de lixo plástico em apenas 7 dias

Se o plástico representa um dos maiores desafios do século, não basta parar de usar o material, precisamos encontrar maneiras de dar novo uso às toneladas de plástico que vão parar na natureza todos os anos. E é por isso que a startup mexicana EcoDom decidiu transformar lixo plástico em casas populares e combater dois grandes problemas no país ao mesmo tempo. Em apenas 7 dias, a empresa está construindo moradias duráveis e acessíveis para combater a pobreza extrema no país.

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Com subsídio do governo cada casa custa cerca de 5 mil pesos, cerca de 1.500 reais. O processo é mais simples do que parece. Primeiro a empresa coleta todos os tipos de plástico – de garrafas de refrigerante a brinquedos velhos. Em seguida, separa para encontrar os que derretem sem emitir gases prejudiciais. Logo depois o plástico selecionado vai para uma máquina de corte. As peças são colocadas em um forno que aquece até 350 graus Celsius e levam meia hora pra derreter todo o material.

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Então, o líquido passa numa prensa hidráulica que comprime e cristaliza na forma de painéis. As casas possuem 130 metros quadrados, possuem dois quartos, um banheiro, sala de estar e cozinha. Cada cada possui em média 2 toneladas de plástico reciclado. Elas são duráveis, impermeáveis ​​e acessíveis, isso sem contar que trabalham em prol do meio ambiente!

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“Uma casa mantém você aquecido, os custos são baixos, é ótimo para o meio ambiente e vai durar 100 anos sem desmoronar”, garantiu o fundador da EcoDom Carlos Daniel González. A startup está baseada no estado de Puebla, um dos mais poluídos do México. “Quando criança, eu me lembro de ver todo o plástico e a contaminação que ele causava, para nós e para os animais. Sempre me preocupei com o meio ambiente, então decidi que precisava criar uma solução”, explica o empresário.

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O estado também é um dos mais pobres do país, com 64% da população vivendo na pobreza, o que significa que, muitas vezes essas pessoas não têm onde morar. “Vivo em um lugar com muita pobreza e problemas de marginalização. Algumas pessoas vivem em condições realmente deploráveis, lugares que nem dá para chamar de casa. Minha visão é muito clara. Tenho a convicção de ajudar o máximo de pessoas que puder a ter uma vida digna, livrando-me da pobreza extrema, limpando meu país ao mesmo tempo”, disse González. Por mais pessoas como ele!

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Fotos: EcoDom

 

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