Saúde

Um simples exame de urina pode detectar o Alzheimer, diz estudo

2021-02-01

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Um simples exame de urina pode detectar o Alzheimer, diz estudo

Pesquisas mostram que atualmente cerca de 35,6 milhões de pessoas no mundo possuem a doença de Alzheimer, sendo que este número aumentará para 65,7 milhões em 2030 em decorrência do envelhecimento da população. No entanto, a tecnologia vem sendo uma grande aliada da comunicada médica, que vem a anos tentando descobrir a cura para a doença neuro-degenerativa. De acordo com uma pesquisa recentemente publicada na revista Scientific Reports por um grupo de cientistas europeus, a análise de uma amostra simples de urina pode determinar se uma pessoa possui distúrbios neurocognitivos leves, o que pode sinalizar o início da doença de Alzheimer.

exame de urina alzheimer 1

Ao comparar os resultados do exame em mais de 500 pacientes com um distúrbio neurocognitivo leve e cruzá-los com marcadores genéticos associados, os pesquisadores foram capazes de identificar um perfil característico de pacientes com maior risco de desenvolver a doença de Alzheimer. “Este trabalho é inédito em número de pacientes e substâncias examinadas, mas seus resultados agora devem ser validados com outros exames de imagem cerebral característicos da doença”, explica Bruno Vellas, geriatra e coordenador do Gérontopôle do Hospital Universitário de Toulouse, que contribuiu para o estudo.

exame de urina alzheimer 2

A equipe ainda confirma que o rastreio da doença a partir de uma análise de sangue também já está começando a fazer parte do procedimento padrão no mundo inteiro. Nos Estados Unidos, a comercialização de um teste que apresenta a dosagem no sangue de duas proteínas ligadas à doença já começou no início de 2021. Essa dosagem dá uma indicação indireta de suas quantidades no cérebro, uma importante marca de doença e declínio cognitivo associado.

exame de urina alzheimer 2

Testes como estes oferecem uma detecção muito mais rápida da doença, do que os exames cognitivos utilizados anteriormente. O objetivo é poder direcionar apenas as pessoas em risco para exames mais demorados, caros e menos acessíveis usados ​​para o diagnóstico, como o PET Scan ou a dosagem no líquido cefalorraquidiano do peptídeo beta-amilóide. “Estes novos exames são extremamente interessantes, já bem validados, que vão revolucionar o diagnóstico da doença de Alzheimer”, comemora Bruno Vellas. Até o momento, não existe cura para a Doença de Alzheimer. Os avanços da medicina, no entanto, têm permitido que os pacientes tenham uma sobrevida maior e uma qualidade de vida melhor, mesmo na fase grave da doença.

 

Foto 1: aphysiocursos
Fotos 2 e 3: Unsplash

 

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